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Categoria: Crônicas |
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A Rua Artigo inserido em 16/07/2008 |
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À noite fica triste. É deserta, muda e parece não se importar com a melancolia que transmite aos seus moradores e aos que por ali passam naqule momento. Chega a ser ingrata, porque não registra o barulho que a criançada faz durante o dia as crianças que com suas brincadeiras inocentes chegam a incomodar os mais idosos e aqueles que esqueceram que foram crianças um dia.
As árvores, ao fundo, mesmo frondosas são esquecidas naquela rua deserta e triste. Nem a chuva miúda convida as pessoas a se abrigar debaixo de suas folhas verdes, que, à noite, parecem desbotadas e sem brilho. É como se as pessoas tivessem pressa de deixar a rua. Rua deserta e melancólica que não sabe sorrir aos transeuntes. Parece cultivar somente a tristeza....
O vento, quando sopra mais forte, causa revolta nas árvores que se aconchegam umas às outras como se pedissem abrigo. Através de suas folhas sem viço, corre uma chuva miúda e gelada, como se fossem lágrimas de nostalgia.
E a rua a tudo assiste, não se importando com o sentimento alheio.
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Vilma Tavares Email do autor
Pedagoga e Professora de Língua Portuguesa |
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| 16/07/2008 |
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