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Categoria: Crônicas


Ganhos e perdas
Artigo inserido em 28/07/2008
 
Tudo se renova nas pessoas, na natureza. Faz parte da existência. Passamos grande parte de nossa vida com sonhos e ilusões, amarradas a um passado impossível de ser revivido. Não percebemos, então, tantas pessoas e situações que deveríamos dar valor e não damos, pois vivemos cegos no passado.
Não é um conceito generalizado, nem todos são assim, mais há quem seja, acontece a muitas pessoas. Só vamos dar o real valor ao que temos, até às simples coisas da vida, quando estamos numa situação em que podemos perder. Perdas significantes como ouvir o canto de um pássaro, o barulho da chuva, ver pela manhã as gotículas da chuva nos fios e nas pontas das folhas das plantas, sentir o cheiro gostoso de terra molhada, ver o nascer do sol e a imensidão do mar. Sentir o perfume das flores na primavera que se aproxima escrever, ler, falar, olhar nos olhos das pessoas e perceber os sentimentos transmitidos pelo olhar.
Nada disso percebemos e entendemos que é uma grande dádiva, a não ser que possamos perder tudo isso num repente.
Então, tanto sofrimento guardado, mágoas, tristezas, passam a ser nada, perto do que, talvez, não tenhamos mais.
É quando começamos a valorizar toda a perfeição que Deus nos deu ao nascermos, nossa inteligência, que nem sempre usamos a nosso favor. Fico pensando na beleza do raiar do dia à beira-mar, admirando o horizonte e ver o sol chegar.
Tudo é belo, a vida é bela. Será que precisamos mesmo de correr o risco de perder tudo isso para entender que podemos ser felizes, independente dos acontecimentos?Que é nossa a escolha de como vamos dirigir nossa vida, apesar dos contratempos? Afinal não temos nosso arbítreo? Temos opções de ser felizes ou infelizes. É uma das escolhas. Será mesmo necessário ficarmos no &quotfio da navalha" para apenas ser feliz por existir, ver, ouvir, falar? Por quê?


 
 
Foto do autor

Miriam M. Jucá Morales
Email do autor

Professora Inglês / Português

 
28/07/2008
 


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