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Categoria: Poemas |
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INQUIETAÇÃO Artigo inserido em 16/07/2008 |
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Quando eu tiver oitenta anos,
Quem acariciará os meus cabelos?
Quando eu tiver oitenta anos,
Quem me embalará na rede e me fará dormir o sono da criança que eu fui e que ainda faz parte do meu eu?
Quando eu tiver oitenta anos,
Quem terá a paciência de me ouvir as tristezas, as alegrias e as estórias que eu terei para contar?
Quando eu tiver oitenta anos,
Quem me acompanhará até a varanda da casa para ver o sol se pôr, escurecendo um dia que eu não sei se terá sido
de alegria, de dor ou de incertezas?
Quando eu tiver oitenta anos,
terei eu forças para ir até o jardim, sentir e apreciar a beleza das flores?
Colher uma rosa e ofertá-la ao meu grande amor,
Amor que sempre há de viver em minha lembrança?
Quando eu tiver oitenta anos,
Quem me confortará os males
e me proporcionará a oportunidade de sentir-me útil aos que me cercam?
Que os netos me bajulem
para que eu possa ter a certeza de ter cumprido minha missão nesta vida,
quando eu tiver oitenta anos.
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Vilma Tavares Email do autor
Pedagoga e Professora de Língua Portuguesa |
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| 16/07/2008 |
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